CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS »

05/06/10

Sem Pc

Ok, admito que eu seja viciada em internet. Minha vida sem PC é um sofrimento. Não vejo TV e se ligo uma é pra assistir algum DVD. E isso tem se tornado prática rara na minha vida. Estou dividida entre tantos afazeres e aborrecimentos (principalmente nos últimos meses) que a preferência é de ficar só. Mas acabo me forçando a “interagir” com o mundo lá fora. Pra não ficar muuuito outsider. Considero que tenho mais de uma vida. E as vezes isso me torna instável. sou a estudante que finge amar o que estuda, a estagiária que que finge amar o que faz, a namorada dedicada, a blogueira de moda, a blogueira que aqui escreve, a vida anônima nas salas de bate papo... enfim. Acabo reconhecendo que sempre estou atuando. Passei por algumas re-estruturações recentes na minha vida. Tipo, me aceitando, descobrindo quem eu sou aos poucos -  já fui diversas pessoas ao mesmo tempo. Se isso é bacana? Nem sei, normalmente não curto muito estar com as mesmas pessoas de sempre, ser previsível, mas também não gosto de viver conhecendo ente nova – uma hora cansa – “por favor, me ame!”.

Semana passada não tive aula, então resolvi sair pra dar uma volta por aí. Aproveitei pra inalar a cidade noturna... Adoro a cidade à noite, mas já disse isso por aqui. “You know the right time is the night time” já pregava o CCR.

Há uma grande diferença entre sair sozinha por gosto e sair sozinha por falta de companhia, e quando a segunda opção me ocorre, encaro e sigo em frente aproveitando cada minuto pra fazer o que eu quero sem me importar se estou incomodando ou agradando alguém.

Saí, comprei cerveja, andei pela rua tarde da noite a passos lentos e sem pressa alguma. A sensação da falta de compromisso e ótima. Kundera dizia que há um peso na leveza. Mas tudo nessa vida tem um ônus mesmo...

Ontem saí sozinha de novo. E todos os olhares se voltaram a mim: bem arrumada, maquiada, sem aquele olhar desesperado para o celular, sem olhar ininterruptamente pela porta esperando por alguém que viesse me tirar do martírio de estar sozinha, tranqüila...

Acho que vou voltar a freqüentar o cinema sozinha – isso quando eu parar de trabalhar no fim de semana ¬¬”

0 assim falaram: